Reutilizando baterias de notebook

Olá pessoal, na postagem de hoje vou mostrar o método correto de reutilizar baterias de notebook que venho fazendo há um tempo e tem dado certo, primeiramente vamos abrir a bateria de um notebook para reutilizar as pilhas (células) de Íon de Lítio (ou Polímero de Lítio) que tem dentro dela, a seguir a bateria que abri juntamente com as 6 pilhas internas:
A única forma correta de carregar essas pilhas de íon de lítio é com um carregador balanceador que carrega uniformemente evitando o risco de explosão e preservando a vida útil dessas células. 
Para essa tarefa não tem jeito, compre um carregador pronto (a partir de R$30,00 no Mercado Livre) como o da imagem a seguir:
O problema aqui é que temos um carregador com uma saída de 3 pinos e uma saída de 4 pinos, mas nós temos algumas pilhas que possuem apenas 2 polos (positivo e negativo) como carregar então? Simples, nós vamos fazer uma pequena caixa para carregar 2 pilhas ao mesmo tempo, seguindo o esquema a seguir:
Olhando de frente para o conector de 3 pinos do carregador de baterias nós conectamos o pino mais a direita (negativo) no negativo da primeira pilha, e o pino mais a esquerda no positivo da segunda pilha, interligamos ambas em série e esta interligação levamos ao pino central do carregador.
Simples assim, basta alimentar o carregador com 12V e aguardar a carga estar completa, que varia conforme a carga em cada pilha e a vida útil delas.
Para ficar melhor a conexão e fiz uma pequena caixa com chapas de PVC para segurar as pilhas, primeiramente coloquei um pedaço que é o responsável por separar as pilhas no carregador ajudando elas a manterem a posição:
Cortei as laterais para colar em um ângulo de 90º a fim de fazer as laterais da caixa:
Laterais coladas com as pilhas dentro para testar o encaixe:
Agora com as laterais menores já instaladas:
Após todos os lados estarem bem firmes foi o momento de partir para a soldagem, eu tinha uns terminais de pilhas guardados que removi de algum aparelho que não me recordo agora, fiz as conexões como no esquema anterior e utilizei um fio de cooler de PC com 3 pinos (por isso o esquema anterior está com os fios coloridos), no carregador eu soldei outro pedaço de fio com o encaixe para esse pino (o soquete que vai em uma placa-mãe para conectar o plug).
Conexões feitas, alimentando com 12V o carregador, o LED verde da esquerda apaga quando a a carga está completa, que no meu caso levou entre 2 a 4 horas dependendo das pilhas que coloquei.
Então pessoal, essa foi uma dica muito valiosa para conseguir pilhas recarregáveis com uma grande quantidade de energia armazenada para dar um "UP" nos projetos. O investimento para a compra do carregador vale a pena, pois diminui os riscos no processo de carga dessas pilhas. Como eu já tinha o carregador, meu custo total foi 0 ("Zero") e o resultado foi excelente.
Nas duas últimas fotos pode-se perceber que identifiquei o positivo e negativo de cada pilha (se bem que eles tem tamanhos diferentes e como qualquer pilha o negativo é maior) e também numerei cada uma delas, assim posso saber qual estou utilizando e qual deve ser carregada.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

Fazendo chapa de PVC para projetos

Olá pessoal, hoje vou mostrar para vocês uma dica que uso há algum tempo em meus projetos. Quando é necessário montar algum chassi ou caixa, eu normalmente utilizava aquelas chapas de MDF/MDP/Compensado (nunca lembro a diferença entre eles kkk) que ficam atrás dos roupeiros e armários, mas quando não se tem a disposição, o que fazer?
Chapas de PVC é a escolha mais barata, eu faço com dois tipos de canos de PVC, o de 100mm (branco) e o de 25mm (marrom).
A primeira coisa que faço são marcas no cano, para definir o tamanho que irei cortar, isso varia de um projeto para outro, normalmente tenho alguns pedaços prontos de 10 a 15cm de largura (o comprimento varia conforme o diâmetro do cano).
Após cortar o pedaço de cano e abrir um corte lateral dele, uso meu soprador térmico para aquecê-lo para ajudar abrir:
Depois de aberto o pedaço eu coloco um pequeno peso sobre ele para mudar sua forma (já que ele esfria um pouco e já fica no formato que está), isso facilita muito a próxima etapa:
Faço um "sanduíche" colocando duas folhas de papel em baixo e duas em cima ficando o cano no meio, assim posso esquentar o conjunto com um ferro de passar roupa:
Apenas deixo o ferro esquentar por cerca de 1 minuto e depois desligo e continuo passando ele quente sobre o conjunto, o papel ajuda a espalhar o calor e evita o contato do plástico com o metal, impedindo de derreter muito o rápido e danificar o ferro.
Após aquecer bastante o pedaço de cano com o ferro de passar, coloco o "sanduíche" aquecido entre minha prancheta (com um peso em cima) e um pedaço de acrílico grosso em baixo, e deixo ele esmagado esfriando nessa posição por pelo menos 15 minutos, ao final desse tempo, o PVC está completamente plano, em formato de chapa, pronto para ser utilizado nos projetos.
Aqui uma foto de alguns pedaços de PVC que estão prontos e sendo utilizados aos poucos conforme necessidade:
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

Simples Dummy Load caseiro

Olá pessoal, na postagem de hoje vou mostrar um pequeno circuito "Dummy Load", ou "carga fantasma" que montei para testar minhas fontes de bancada e uso para testar fontes de circuitos que estou desenvolvendo.
Imagine que você construiu uma pequena fonte, que funciona perfeitamente, com tensões estáveis, mas quando coloca esta fonte em um circuito ela simplesmente se torna instável e a tensão cai. Uma maneira de não ter este tipo de problema, é podermos testar o comportamento da fonte em ambiente de teste na bancada, usando uma carga equivalente ao circuito que ela vai ser usada.
A carga fantasma nada mais é que um circuito capaz de transformar energia em calor, assim ajustamos o consumo do nosso circuito fantasma para simular o consumo do dispositivo real que desejamos alimentar com essa fonte e assim  descobrir exatamente o limite da fonte, onde os problemas como o ripple começa a ocorrer, a tensão começa a diminuir e que fusível devemos usar.
Segue o esquema do circuito que montei:
Lista de componentes:
C1 – capacitor eletrolítico 25V 830µF (obs: 25V para entrada de até 16V, se quiser testar valores maiores, aumente o valor do capacitor).
C2 – capacitor eletrolítico 6.3V 3300µF
Resistor - 0,3Ω 10W
Um potenciômetro linear (recomendo usar um knob nele) de 1K.
MOSFET IRF1404 com Dissipador grande (e com cooler preferencialmente).
A vantagem de usar uma fonte de 5V específica para o potenciômetro é que pode-se testar fontes com tensões menores que 5V, como 3.3V usadas em alguns circuitos.
Aqui algumas fotos do meu pequeno circuito quando ainda estava montado em placa perfurada, primeiro de frente:
E de lado:
Um resistor bem grande para dissipar bastante energia também, o resistor tem que ter uma resistência baixa, assim você consegue drenar correntes mais altas caso necessário. Pode-se utilizar também dois resistores de 1,1Ω e 5W em paralelo, funciona da mesma forma.
Aqui fazendo um teste e drenando 0,93A a 12V da fonte:
E aqui o extremo drenando 2,09A (também 12V):
Não levei até limite que nesse caso pode chegar a mais de 4A. Agora as fotos dele remontado em uma PCI com um dissipador bem maior:
De lado:
A única alteração é que adicionei um led (e seu resistor) para identificar quando a linha de 5V estiver ligada, o restante permaneceu inalterado.
O que acharam?
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

Atualização do computador

Essa saga é longa kkkkk mas vamos lá, em 2011 eu comecei modificando meu gabinete, colocando mais coolers, LEDs, trocando fonte, placa de vídeo, como falei nesse post. De lá para cá, foram várias alterações, upgrades e gerais no computador.
Uma das últimas postagens com o gabinete e placa de vídeo antigos foi sobre como fazer overclock em placa de vídeo offboard, de lá para cá as atualizações foram:
- gabinete novo: PCYes Mid-Tower Pegasus com Hot-Swap.
Agora com um gabinete Mid-Tower espaço não é mais um problema! Olha o design do gabinete:
 
Visão interna:
 
O gabinete permite cable management, ou seja, gerenciar os cabos de modo a esconder todos eles no espaço entre o chassi e a tampa atrás da placa-mãe.
- placa de vídeo nova: Asus GeForce GTX 1060 DUAL OC 6GB
Se com a GTS450 em overclock eu rodava GTA V, imagina com essa agora o que posso rodar. Aliás, rodo GTA V no ultra com ela, em um monitor de 32", não só este jogo, mas todos os que tenho como Battlefield 3, Star Wars Battlefront I, Just Cause 2 e 3, entre outros títulos, todos em qualidade máxima.
Aqui a placa instalada dentro do gabinete (fita LED solda, pois estava aproveitando para fazer a troca dela):
- cooler para CPU: Cooler PCYES Zero KZ4
Como a placa de vídeo mudou, e consegue trabalhar mais em menos tempo, a carga sobre o CPU também aumentou, com isso precisei trocar o cooler do mesmo, (até porque o original já dava sinal de desgaste).
Depois de muito pesquisar e analisar modelos, o escolhido para a tarefa foi o Zero KZ4 da PCYES, suportando vários soquetes e para processadores com TDP de até 130W (meu core i5 tem TDP de 95W apenas).
 
Uma comparação dele para o cooler original que eu tinha antes:
 
Ele veio com uma pasta térmica, mas preferi utilizar a que já tenho, a Artic Silver 5 (AS5), fiz a aplicação e fixei ele no lugar, resultado:
Meu medo era ficar muito próximo dos módulos de memória RAM, mas para meu espanto, ficou bem longe, e apontando a saída de ar para a parte traseira do gabinete onde tem outro cooler para retirar o ar quente de dentro da máquina. 
Para título de comparação, GTA V estava fazendo meu processador chegar a 75ºC, agora chega a 52ºC em média. 
Cooler muito bom, recomendo!
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

Jumpers para protoboard - Comprando no aliexpress

Fazia tempo que tinha que postar isso, mas sempre acabava esquecendo, ou não dava tempo, todos sabem que aqui no país é um roubo quando se precisa comprar Jumpers, e mesmo que a compra seja barata o frete sai muito caro (quase sempre mais caro que o produto) então encontrei no Aliexpress um anúncio de 65 jumpers por $1,06, que dá menos de R$4,00 (para ter uma ideia o anúncio mais em conta que encontrei é de apenas 20 jumpers por R$ 10,00 mais R$ 20,00 de frete).
Aproveitei e comprei logo 7 lotes de 65 jumpers, sim, eu comprei 455 jumpers e gastei uns R$20,00 no máximo, olha só:
Agora posso manter vários projetos em protoboard simultaneamente, pois antes precisava terminar um antes de ir para o próximo ou retirar os jumpers do projeto já que tinha poucos.
Até que chegaram rápido, comprei dia 11/07/2017 e recebi dia 25/08/2017, pouco mais de um mês. Aqui o link para o produto.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

indicação de livro nº 16

Olá pessoal, depois de várias semanas desde a última postagem da categoria de bibliografia sugerida, venho hoje com mais uma postagem para vocês.
Na postagem de hoje, o livro é este:
Arduino Robotics, foi lançado em 2011, comprei pela Amazon no mesmo ano, e valeu a pena. Este livro trás um conteúdo bem completo, no primeiro capitulo mostra o básico da eletrônica e como efetuar medições com um multímetro, depois temos o uso de sensores, motores, servos.
Trás alguns projetos de robôs e uma coisa que eu achei fascinante e diferente de outros livros, ele tem um capítulo dedicado a confecção de PCB (PCI - placa de circuito impresso), um livro que vale a pena a aquisição.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

Instalando MPLAB-X IDE no Linux

Olá pessoal, na postagem de hoje vamos ver como instalar o MPLAB-X IDE (ambiente de desenvolvimento da Microchip para a programação dos microcontroladores PIC) no ambiente Linux, que aliás de PIC e Linux não tem muita bibliografia disponível e o que tem, a maior parte é de no mínimo 5 anos atrás, então vamos aos passos para a instalação no ambiente Linux.
A primeira postagem sobre PIC que fiz foi essa, falando sobre esses microcontroladores e algumas diferenças na sua arquitetura para outros microcontroladores do mercado, depois citei na bibliografia sugerida o livro sobre PIC que comprei, e hoje vamos ver o processo de instalação do ambiente de desenvolvimento (IDE) bem como a instalação do compilador.
Antes de iniciarmos, temos que nos certificar que o Java está instalado no computador, mas o Java da Oracle, o OpenJDK não testei ainda, mas como uso o Arduino e o Fritzing também e ambos deram problema no OpenJDK, decidi manter apenas a versão da Oracle, para isso digite os seguintes comandos no terminal (CTRL + ALT + T):

sudo apt-get remove --purge openjdk-*
sudo add-apt-repository ppa:webupd8team/java
sudo apt-get update
sudo apt-get install oracle-java8-installer


O primeiro comando remove tudo que for referente ao openJDK do seu computador, o segundo comando acrescenta o repositório responsável pelo JAVA, o terceiro comando atualiza a lista dos pacotes (repositórios) e o último comando faz o download e instalação do Java.
Agora que estamos com o java pronto, o primeiro passo é acessar o site da Microchip e baixar o arquivo que contém o instalador, através desse site: www.microchip.com/mplab/mplab-x-ide. O arquivo será baixado na extensão .tar o qual necessitamos fazer a extração.
Vou partir do principio que sua versão do Linux é como a minha, sem nada, que é a pior situação possível (eu fiz uma instalação limpa através do Ubuntu minimal que ainda irei mostrar aqui como fazer), então nesse caso temos que instalar umas dependências a mais, que normalmente já estão no computador quando o sistema completo é instalado.
Vamos extrair o conteúdo do arquivo .tar para isso abra o terminal e acesse a pasta que está o arquivo baixado e digite:

tar -xvf MPLABX-v4.00-linux-installer.tar

Como na imagem a seguir:
E aguarde a extração completa do arquivo, normalmente essa etapa leva poucos segundos e teremos o arquivo instalador disponível para ser executado, antes disso vamos instalar nossas dependências citadas anteriormente, para isso digite no terminal:

sudo apt install libc6:i386 libx11-6:i386 libxext6:i386 libstdc++6:i386 libexpat1:i386

E aguarde a instalação dessas bibliotecas, após essa tarefa ser concluída, vamos executar o instalador previamente extraído, para isso basta executar no terminal o arquivo .sh com permissão de Super Usuário, dessa forma:

sudo ./MPLABX-v4.00-linux-installer.sh

Agora aguarde que após alguns instantes vai abrir a interface gráfica para você prosseguir a instalação normalmente, nessa parte, não há mistério, basta ir avançando, só cuide para ter certeza que o programa será instalado no diretório /opt como mostra a imagem a seguir:
Caso não saiba, o diretório /opt é utilizado para instalar programas de terceiros (que não estão incluídos na distribuição) e que você não quer instalar as dependências dele junto com o sistema, assim, fica tudo reunido em um único local.
Após finalizar essas etapas de instalação da IDE, reinicie seu computador para seguir com a próxima etapa da instalação, o compilador, que no meu caso optei pela versão gratuita do XC8, para isso basta acessar o site www.microchip.com/mplab/compilers e fazer o download do instalador.
Aqui não tem mistérios também, basta dar a permissão de rodar o arquivo como executável e executar normalmente seguindo os passos.
Pronto! Você agora tem a IDE de desenvolvimento instalada e o compilador também, tudo pronto para iniciar os projetos em PIC.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a pŕoxima.

Onde encontrar Datasheets - atualizado 2017

Depois de mais de 4 anos desde a postagem anterior sobre datasheets, está na hora de atualizar os links dessa postagem que foi muito útil para o público do blog, vou colocar junto também o link direto para alguns datasheets que utilizo e vou citar (ou já citei) em projetos aqui.
Primeiro, a lista dos links antigos, mas com links e informações atualizadas:
- www.alldatasheet.com: Contém mais de 50 milhões de datasheets (antes era 20 milhões) e mais de 60 mil atualizados por mês (antes era 30 mil)

- www.datasheetarchive.com: Agora são 500 milhões de datasheets (antes era 350 milhões).

- www.datasheetcatalog.com: Base de dados atualizada constantemente.

- www.fairchildsemi.com: A Fairchild Semiconductor desenvolve CIs para as mais diversas aplicações como ramo automotivo, computação, conversão de energia, iluminação, medicina, dispositivos móveis, controle de motores, redes de comunicações, fontes de alimentação, etc, nesse site, você encontra todos os datasheets dos produtos desenvolvidos pela empresa.

- www.st.com/content/st_com/en.html: A ST Microelectronics é a líder mundial em um vasto ramo de segmentos que inclui semicondutores para aplicações industriais, cabeças de impressão jato de tinta, sistemas mecânicos microeletronicos  (MEMS), decodificadores MPEG e chips para cartões inteligentes, circuitos integrados automotivos, periféricos de computadores e chips para redes sem fio e aplicações móveis.

- http://www.ti.com: Texas Instruments, fabricante de circuitos analógicos, processadores embarcados e softwares e ferramentas. 

Alguns Links novos:
- www.atmel.com/pt/br: Além de outros produtos, é a fabricante do nosso conhecido Atmega328P, o microcontrolador padrão de muitos Arduinos/Genuinos pelo mundo.

- www.microchip.com: Além de outros produtos, é a fabricante dos microcontroladores PIC.

E agora, o link direto para alguns mais comuns aqui no blog:
Microcontroladores AVR:

Alguns CIs:
- LM393;
- LM7805;
- LM317;
- LM324N;
- LM741
- 555;

Microcontroladores PIC:
- PIC 16F84A;
- PIC 16F886;
- PIC 12F629/675;

Por hoje é isso pessoal, gostaram da atualização da postagem? Um abraço e até a próxima.

Atualizando o amplificador

Olá pessoal, na postagem de hoje venho mostrar a minha atualização do amplificador de som dentro de um cano que tinha montado ano passado. 
O que aconteceu foi que mudei bastante os itens da minha bancada e dessa forma não tinha mais a saída de 5V por perto para alimentar o amplificador então fiz novamente o projeto onde dessa vez não tinha a necessidade de ser sistema estéreo, o que fiz foi pegar o amplificador (cortesia da Loja FJM Soft) e ligar a somente um alto falante.
A única modificação que fiz foi interligar os canais direito e esquerdo na entrada da placa e também as saídas e então conectar a um alto-falante de 3W, e ao invés de usar uma fonte de 5V conectei a uma caixa com 3 pilhas AA.
Segue algumas imagens depois da atualização, primeiro de frente:
 
 Da parte de cima:
 
Nessa foto também é possível ver os 4 parafusos que fixam a tampa traseira, removendo ela tenho acesso a todos os itens bem como a possibilidade de efetuar a troca das pilhas.
Agora a visão interna:
 
Na parte superior tem o interruptor para ligar e desligar, o led que indica quando está ligado o amplificador e por fim o conector de entrada de áudio. 
Agora está bem melhor a qualidade do som também, fiz vários furos nas laterais e atrás da caixa para sair a pressão, assim não distorce tão facilmente quando aumento o volume.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

mudanças e problemas de conexão

Olá pessoal, desde nossa última postagem venho fazendo alterações e melhorias no blog, tanto a nível de interface quanto a nível de código e hospedagem, por esse motivo o blog vem enfrentando alguns problemas de acesso nos últimos dias, peço que não desanimem e continuem tentando acessar, espero conseguir resolver isso completamente nos próximos dias o problema é tempo, que ultimamente está uma correria e não tenho conseguido sentar na frente do PC para resolver esses imprevistos.
Nosso blog agora funciona com o acesso através de duas URLs: a tradicional e antiga: www.blogdonatanael.blogspot.com e a nova: www.blogdonatanael.com, o problema é que os redirecionamentos de DNS dessa segunda vieram a falhar nos últimos dias o que exigiu uma nova configuração.
Como disse, espero que o problema seja resolvido nos próximos dias, até lá quero ir fazendo melhorias também no código do blog para otimizar ele e corrigir alguns problemas (como sempre kkkk) além disso estou preparando alguns materiais para as nossas próximas postagens.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

Transformando uma extensão em um filtro de linha

Todos sabem que temos muitos tipos de interferências e problemas na rede elétrica e estes podem acabar danificando os aparelhos a ela conectados, para diminuir os efeitos da corrente e filtrar as interferências temos como um dos aparelhos o filtro de linha, esse dispositivo é assim denominado quando tem dentro de si um varistor, esse componente é um tipo específico de resistor que só atua num circuito quando uma tensão de disparo é atingida, quando ela não ocorre ele permanece inativo.
O problema é que onde moro é muito difícil encontrar um filtro de linha verdadeiro para comprar, a maior parte são as tradicionais "réguas" que o pessoal chama por aqui, ou seja, apenas uma extensão com algumas tomadas na ponta.
Ultimamente a rede elétrica vem sofrendo grandes oscilações aqui na rua onde moro e para evitar de ter que gastar comprando fonte ATX, HD ou outros hardwares danificados por falhas na rede elétrica resolvi transformar uma simples extensão em um ótimo filtro de linha. 
OBS: Antes de continuar, SIM eu intencionalmente fiz no padrão antigo de tomadas pelo fato que os equipamentos em questão não possuem cabos no padrão novo, os próximos filtros de linha serão no padrão novo!
1º) Peguei uma extensão pequena velha que achei numas sucatas por aqui:
Primeiro defini o que eu queria (e conseguiria) por dentro do filtro de linha, que no meu caso foi:
- 4 varistores para dissipar surtos da rede elétrica;
- fusível de 4A para proteção dos equipamentos;
- fusível térmico 85°C para desarmar as saídas e proteger varistores e o restante do conjunto;
- capacitor cerâmico para filtrar as interferências nas frequências altas;
- led indicador de energia;
- led indicador de tomadas energizadas.
Com esses pontos, faltou apenas um núcleo toroidal para fazer um indutor e filtrar melhor as interferências (tenho vários aqui, apenas não fiz por falta de espaço, no próximo filtro de linha caseiro eu coloco). 

2º) Hora de começar a marcar e perfurar o plástico:
Orifício do interruptor de liga/desliga e orifícios dos LEDs já feitos.

3º) Todos os furos feitos, hora de lixar e testar os encaixes:

4º) Resolvi pintar de um amarelo "cor de Minion" pra chamar bem a atenção e destacar ele na bancada:

5º) Depois de secar completamente a tinta era hora de arrumar os componentes para soldar dentro da carcaça:
Começando pelos mais importantes, 3 dos varistores e o fusível térmico, o que fiz foi colocar este no meio de dois varistores, em caso de um surto prolongado os varistores vão esquentar (como fazem sempre) mas vão transferir o calor para o fusível térmico que vai romper e cortar a corrente do filtro de linha. Aliás, nunca vi um filtro de linha tão bom assim que possua um dispositivo dessa forma.

6º) Vai um sanduíche de varistor e fusível térmico aí? kkkkk Já posicionado, depois apenas apliquei pasta térmica no conjunto de modo a melhorar a transferência de calor.

7º) Algumas horas após o inicio da montagem do circuito, segue foto dele finalizado:
O capacitor a esquerda filtra interferências, os dois superiores faço uso de uma propriedade chamada "reatância capacitiva" onde utilizo eles para reduzir a tensão e ligar os LEDs indicadores na rede de 220V.

Aqui uma foto dele terminado e montado:
Fiz alguns testes e está funcionando perfeitamente! Agora posso ficar mais tranquilo com relação as oscilações da rede elétrica.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima!

ubuntu não atualiza no IPv6


Olá pessoal, depois de quase 1 mês desde a nossa última postagem, hoje vamos ver como resolver um problema de atualização do Linux quando roda em IPv6.
O IPv6:
Resumidamente, a base para os computadores se comunicarem em uma rede e na internet, é o endereço IP, que na sua versão 4 (IPv4) era algo como "192.168.1.1", o problema é que este endereço só possui 32 bits de endereçamento, divididos em 4 octetos e permite criação de "apenas" 4.294.967.296  endereços diferentes, pode parecer muito, mas estavam acabando, é ai que entra em cena o IPv6 com seus 128bits de endereçamento com isso a quantidade de endereços disponíveis pode chegar a 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 (não, eu nem sei pronunciar esse número kkkk).
Hoje no Brasil:
Segundo o site ipv6.br, o país cresceu e hoje chega utilizar 20% de adoção de endereço IPv6 (dados de Julho de 2017), essa porcentagem alcançada pelo Brasil o coloca na primeira posição em porcentagem de rede operante em IPv6 da América Latina.
O problema:
De uns dias para cá percebi que mandava o Ubuntu do meu notebook atualizar via linha de comando e nada de avançar, ficava trancado no terminal algo como:
0% [Connecting to security.ubuntu.com (2001:67c:1360:8001::21)]
E não ia adiante de forma alguma, estranhei bastante, pois no meu netbook (instalado a partir da linha de comando, pacote mínimo) e no meu Raspberry Pi (instalado também por linha de comando, como mostrei aqui) funciona normalmente a atualização.
Foi aí que fui para a internet procurar e o problema estava em resolver o IPv6 para conectar, ele de alguma forma não conseguia.
A Solução:
Navegando no site askubuntu.com eu encontrei outros usuários com o mesmo problema, e então fiz o que um usuário sugeriu, forçar o uso do IPv4 no update, abri o terminal e digitei (como root):

sudo apt update -o Acquire::ForceIPv4=true

Com isso percebi que o comando foi executado normalmente, aproveitei e executei com a mesma adição dos parâmetros em negrito o comando upgrade, ele atualizou completamente. Reiniciei o notebook e mais uma tentativa e nada, muitas vezes nem na internet navegava normalmente, então o que tive que fazer foi forçar o notebook a trabalhar apenas com IPv4, fiz isso da seguinte forma:
1) Criei um arquivo no diretório /etc/apt/apt.conf.d/ chamado de 99force-ipv4 (sem extensão mesmo!)
2) No conteúdo dele coloque: Acquire::ForceIPv4 "true";
Salve o arquivo e reinicie o computador, pronto! problema resolvido.

Vou deixar assim por um tempo e volto a testar o IPv6 para ver se o problema foi corrigido com alguma atualização.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.
Fontes:
- askubuntu.com - opção 1
- askubuntu.com - opção 2
- aqui tem mais duas opções de como desabilitar o IPv6 no Linux;

indicação de livro número 15

Olá pessoal, chegamos a nossa publicação nº 15 da série bibliografia sugerida, e estamos hoje completando exato 1 ano desde o primeiro post.
Na postagem de hoje o livro é este:
Introdução à programação com Python, segunda edição, essa linguagem de programação de alto nível foi criada na década de 90 é fácil de ser implementada e trás uma vasta quantidade de colaboradores no mundo.
Essa linguagem de programação pode ser programada em qualquer sistema operacional, dando grande flexibilidade ao programador. 
Esse livro não foca apenas na programação Python em si, mas também na construção do algoritmo, ensinando a programação em Python até mesmo para quem nunca aprendeu uma linguagem de programação.
Python é muito útil, pois é a linguagem que podemos usar para acessar os pinos GPIO do Raspberry Pi, para isso, fique ligado nos próximos Posts.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

indicação de livro número 14

Olá pessoal, mais um post da série de bibliografias sugeridas, e na postagem de hoje o livro é sobre o mundo Linux. Este sistema operacional que utilizo cada vez mais como principal, deixando o Windows quase que apenas como "sistema operacional para jogos".
O livro "Como o Linux Funciona" é um excelente material para quem deseja buscar mais informações detalhadas sobre o "sistema operacional do pinguim".
Entre os assuntos abordados no Livro, temos: a hierarquia de diretórios dos sistemas Linux, alguns comandos do shell, inicialização do kernel e espaço do usuário, rede no Linux, programação em shell script e outros.
Como já vem na própria capa do livro, "o que todo superusuário deveria saber", conteúdo de primeira qualidade bem detalhado e explicado. 
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.