Iniciando no mundo dos PIC

É isso mesmo galera, mais um avanço no blog, agora vamos explorar o mundo dos microcontroladores PIC, por isso que mês passado o blog passou por algumas alterações de layout, incluindo a troca do banner principal para englobar a nova família de microcontrolador que utilizarei nos meus projetos.
Eu já vinha tendo vontade de iniciar no mundo dos PICs ultimamente, mas faltava um empurrão para entrar de vez, a grande chance apareceu quando ao desmontar uma placa de um nobreak eu consegui retirar um PIC16F886 ai decidi comprar um PICKIT3 para me arriscar na programação e imagina a minha felicidade ao descobrir que não só estava funcionando o PIC retirado da placa queimada como o código blink funcionou corretamente.
Antes que comece os "mi mi mi" sobre quem é melhor, PIC ou AVR, já lembro que hoje é uma empresa só, visto que em Janeiro de 2016 a Atmel foi comprada pela Microchip.
A Microchip Technology Inc. é uma empresa norte americana de semicondutores, com sede em Chandler, Arizona nos EUA.  Seus produtos incluem microcontroladores (PICmicro, dsPIC / PIC24, PIC32, AVR, AVR32 and SAM), dispositivos com EEPROM, SRAM, Radio Frequency, térmicos, alimentação e gerenciamento de baterias, entre outros.
Comparado com os já conhecidos AVR da Atmel, os PIC são mais baratos e mais fáceis de serem comprados, porém a programação se difere bastante.
Enquanto no mundo do Arduino com os Atmega da Atmel nos preocupamos apenas com declaração de variáveis, sintaxe e software em si, nos PICs temos ainda mais uma (ou algumas) etapas, que incluem as configurações dos Fuse Bits, itens os quais vamos falar mais adiante em um próximo post.
A programação dos PIC pode ser feita na linguagem de baixo nível Assembly ou uma linguagem de alto nível como C, mas o produto que é gravado no microcontrolador após a compilação do código são códigos Hexadecimais.
Os microcontroladores PIC apresentam uma estrutura de máquina do tipo Harvard, enquanto grande parte dos microcontroladores tradicionais apresenta uma arquitetura do tipo Von-Neumann. A diferença entre ambas é que na tradicional de Von-Neumann existe apenas um barramento interno (normalmente de 8bits) por onde passa instruções e dados, na arquitetura Harvard utilizada nos microcontroladores PIC o barramento de dados é sempre de 8bits e o barramento de instruções pode ser de 12, 14, ou 16bits dependendo do microcontrolador, essa arquitetura permite que enquanto uma instrução é executada a outra é "buscada" na memória o que torna o processamento mais rápido.
Existem muitos modelos e famílias de microcontroladores PIC que torna impossível abordar todos aqui no blog, por isso vamos trabalhar com apenas alguns microcontroladores que veremos nas próximas postagens.
A dica aqui é aprender a ler o datasheet de um componente, pois todas as informações referentes ao microcontrolador você encontra no datasheet do mesmo, alias já temos uma postagem de onde encontrar os datasheets, que merece uma parte 2 agora. Para os PIC a própria Microchip disponibiliza em seu site todos os datasheets, basta usar a ferramenta de busca.
Por hoje é isso pessoal, vamos ficando por aqui, fiquem ligados nas próximas postagens que a parte de PIC recém começou.
Um abraço e até a próxima.

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